Uma Igreja
Ousada
Marcos 16.18
“Também eu te
digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as
portas do inferno não prevalecerão contra ela”
Ao caracterizar o surgimento e a função de sua Igreja, Jesus nos apresenta os aspectos fundamentais que seriam sua base de ação. Ao considerar esses fundamentos, podemos ver a preocupação de Jesus em implantar no coração de sua igreja uma disposição para ir ousadamente às portas do inferno, resgatando as vidas que se encontram em rota de destruição eterna. Entre esses aspectos fundamentais, podemos destacar:
1.
A Igreja Está Edificada Sobre Um Fundamento Sobrenatural
“... e sobre esta pedra edificarei...”
(kaí epí taúte té pétra oikodouméso). A pedra (pétra)
sobre a qual a Igreja (ekklesían) seria edificada (oikodouméso) é
o próprio Jesus.
O apóstolo Paulo confirma essa verdade
em 1Co 3.11: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do
que foi posto, o qual é Jesus Cristo.”
Não são as habilidades e as competências
humanas dos líderes e membros da Igreja que lhe dão firmeza e solidez. Nem
ainda é a influência ou o poder dessas pessoas, ou sua sabedoria e eloquência,
mas é em Jesus, o Cristo ressurreto, que a Igreja está firmada e sobre quem ela
é edificada.
2.
A Igreja é Única
Na perspectiva espiritual não existem
“igrejas”. As igrejas denominacionais institucionalizadas não expressam a
natureza da verdadeira Igreja (invisível). Só existe uma Igreja verdadeira; as
demais são projeções humanas desse ser divino chamado de Noiva do Cordeiro. E
onde se encontra a Igreja verdadeira?
Nas denominações históricas e
reformadas, pentecostais e neopentecostais, nas comunidades cristãs, nos
caminhos e nos grupos que declaram sua fé em Jesus.
Mas, onde se encontra, então, a igreja
falsa? Nos mesmos locais.
Na Bíblia, onde a verdade e a vontade de
Deus são sinalizadas, encontramos as características da verdadeira Igreja:
- Ela é composta por aqueles que já
nasceram de novo (Jo 3.3-8);
- Seus membros são os (as) amigos (as)
de Jesus (Jo 15.14);
- Ela defende a Verdade (Jo 17.17);
- Ela busca a unidade (Jo 17.21);
- Ela vive em amor (Jo 17.26);
- Ela vive em santidade (1Pe 1.15);
- Ela busca a glória de Deus (1Co
10.31).
Se uma comunidade não se alinha com as
características acima, ela não faz parte da Igreja de Jesus.
3.
A Igreja Tem Um Senhor: Seu Noivo.
A verdadeira Igreja tem dono e, pode ter
certeza, não é nenhum pastor, coordenador, presidente ou líder nacional. Jesus
não tem sócios na Igreja. “... minha Igreja...” (mou tén ekklesían).
Apesar de muitos hoje agirem como se fossem os donos da Igreja, na realidade
eles o são de suas instituições religiosas, tendo como características comuns
entre a muitos:
- Beneficiar-se financeiramente de forma
indevida da instituição, juntos com familiares, parentes e amigos,
perpetuando-se no poder;
- Ditar as normas, as regras, os
costumes e a tradição da instituição;
- Ameaçar aqueles que discordam de seus
posicionamentos com perda de cargos e funções em atividades da instituição,
etc.
Os donos das instituições estão por toda
a parte, deitando e rolando, fazendo e acontecendo, achando-se poderosos e
irremovíveis. O grande risco é quando o amigo do noivo se apaixona pela noiva e
tenta seduzila. As consequências são devastadoras. Mas, os olhos do Senhor
estão sobre Sua Igreja e Ele zela por ela.
4.
A Igreja é Indestrutível
“... e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela.” (kaí pulai hádou ou katiochúsousin autés).
Nada nem ninguém poderá destruir a Igreja de Jesus. Nem as falsas doutrinas,
nem as perseguições, nem as tradições humanas ou o legalismo farisaico cristão,
nem o falso moralismo ou as injustiças ou as politicagens interna e externa com
seus jogos de poder, nem os movimentos sociais pós-modernos que militam por não
se sustentarem biblicamente ou os falsos pastores, os falsos mestres ou os
pregadores de falsas doutrinas (prosperidade, vitória financeira por barganhas
vergonhosas, etc.). Nem ainda os falsos cantores e bandas “evangélicas” ou os
falsos crentes, os políticos e os poderosos deste mundo, nem o diabo e seus
demônios prevalecerão contra ela. Exaltado seja Jesus, o Senhor da Igreja!
5.
A Igreja Avançará Contra os Seus Inimigos
“... as portas do inferno...” (púlai
hádou). A metáfora aqui utilizada é de dois reinos em guerra. Na
antiguidade as cidades eram fortificadas com altas muralhas e fortes portões,
para que, quando sofressem um ataque, pudessem resistir firmemente. Os filmes
épicos mostram essa realidade antiga. A cidade que sofre um ataque se protege
como pode por trás dos muros e das portas, tentando resistir de todas as formas
ao seu inimigo.
Jesus está nos afirmando claramente que
a sua Igreja não ficará acuada timidamente ou covardemente por trás de seus
“muros” e “portas”, enquanto o “inferno” lhe ataca. Pelo contrário, a Igreja de
Jesus, no poder e na unção do Espírito, é que parte para atacar as portas do inferno
(poder simbólico das forças espirituais que atuam neste mundo), encurralando-o
e saqueando-o. A verdadeira Igreja está fazendo isto. Apesar das ameaças, do
poderio e da grande resistência do inimigo, ela não apenas avançará, mas,
triunfará para o louvor e glória de Deus. Ousadamente indo onde ninguém jamais
esteve, seguindo a ordem de seu mestre.
CONCLUSÃO
A IDPB olha para a próxima geração e
quer equipá-la com armas poderosas em Deus e desenvolver em seus membros a
convicção de que somos nós que caminhamos contra o inferno e destruímos suas
obras, fazendo obras maiores que Jesus, pois temos acesso direto ao seu poder e
força. E você está sendo desafiado hoje a se preparar para essa luta, se
tornando um dos líderes que irá preparar a futura geração. Você aceita o
desafio?
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